
Um novo dia, completo, completo mesmo: manhã, tarde, noite, tudo assim, assim, mesmo, remendado com ausências e saudades. Quando o sol me virou as costas, fiquei meio lá, meio cá, partida ao meio, dividida em duas cores – o claro- escuro da madrugada, o claro-escuro de minha alma que se recusa a apagar as lâmpadas do passado.
Já, já, chegará o tempo de abrir as cortinas, cortar a fita, inaugurar outras manhãs. Peco a paciência. Não podendo controlar meu descontrole, fujo para o sono. Morro tranquila nesta morte temporária. Desembarco num mundo onde nada se inventa. Nada começa, nada termina. Nem anoitece, nem amanhece. Os dias se confundem com as noites e a realidade é apenas um piscar de olhos. Gosto de sentir o peso do pensamento: achar que vou e volto. Morrer? Quem sabe? Qualquer dia, qualquer hora os ponteiros cruzarão as pernas. Embarco nos enganos. Pego o tempo de surpresa, passando, parando, inventando pesadelos ou sonhos leves de uma noite de verão. Demoro a acordar. Adoro não ser dona de nada. Escondo-me num território desconhecido de rota perdida. Nem preciso de bússola, nem nada. Tenho apenas uma certeza, se a saudade me aperrear, embarcarei novamente.
Passo uma página, caio em outro dia. Ele não é diferente coisa nenhuma, tem sol, tem nuvens, vento e passagem grátis para sonhos de gente inteligente com o nariz pra frente. São golpes da imaginação.
Seguro-me nos detalhes. Mandam-me esperar: espero. Mandam-me sonhar: sonho. Mandam-me esquecer, esqueço nada, sou besta não. Mudanças, mudanças. E eu? Onde fico com a boca, as mãos, os pés e o corpo inteiro governado por uma cabeça de vento, trucidado por uma saudade crônica, massacrado pelas mazelas da vida? Como se já não bastassem as do Natal. Ai, ai, como é bom esperar o desconhecido.
De repente: zás! Num passe de mágica a varinha de condão estoura a bola, abre a cartola do mágico de Oz.
O grito de Ali Babá escancara o mundo: Abre-te Sésamo!!!
Já, já, chegará o tempo de abrir as cortinas, cortar a fita, inaugurar outras manhãs. Peco a paciência. Não podendo controlar meu descontrole, fujo para o sono. Morro tranquila nesta morte temporária. Desembarco num mundo onde nada se inventa. Nada começa, nada termina. Nem anoitece, nem amanhece. Os dias se confundem com as noites e a realidade é apenas um piscar de olhos. Gosto de sentir o peso do pensamento: achar que vou e volto. Morrer? Quem sabe? Qualquer dia, qualquer hora os ponteiros cruzarão as pernas. Embarco nos enganos. Pego o tempo de surpresa, passando, parando, inventando pesadelos ou sonhos leves de uma noite de verão. Demoro a acordar. Adoro não ser dona de nada. Escondo-me num território desconhecido de rota perdida. Nem preciso de bússola, nem nada. Tenho apenas uma certeza, se a saudade me aperrear, embarcarei novamente.
Passo uma página, caio em outro dia. Ele não é diferente coisa nenhuma, tem sol, tem nuvens, vento e passagem grátis para sonhos de gente inteligente com o nariz pra frente. São golpes da imaginação.
Seguro-me nos detalhes. Mandam-me esperar: espero. Mandam-me sonhar: sonho. Mandam-me esquecer, esqueço nada, sou besta não. Mudanças, mudanças. E eu? Onde fico com a boca, as mãos, os pés e o corpo inteiro governado por uma cabeça de vento, trucidado por uma saudade crônica, massacrado pelas mazelas da vida? Como se já não bastassem as do Natal. Ai, ai, como é bom esperar o desconhecido.
De repente: zás! Num passe de mágica a varinha de condão estoura a bola, abre a cartola do mágico de Oz.
O grito de Ali Babá escancara o mundo: Abre-te Sésamo!!!