
Laurita era pirada. Festeira, sua alcunha. Vivia a ler almanaques sem pular uma linha, para desvendar festas em cidades e vilas principalmente as referentes às Santas. Residia em Vertentes, na mesma casa que as irmãs.
Certa vez subiu numa bicicleta. Pertences na cintura saiu a pedalar até Gravatá de Ibiapina para participar da festa da Santa. Na vila se surpreendeu. Primeira atitude para evitar larapiagem: guardar a bike num bar. Livre, viu a cidadela embandeirada a rir, parecia dizer: chegue, venha! A igreja um deslumbre, a frente cheia de lâmpadas. À tarde vai ficar bela acesa. Barracas de prendas, bebidas e acepipes. Eita, tem maçã caramelada...
As casas enfeitadas, saias e blusas abertas a esperar visitas.
Escutem, um badalar e uma salva. A banda de música passa.
A cidadela incha. Gente das fazendas e cidades vizinhas, gente da terra que vêm para reverenciar a Santa.
A massa engalanada a passear, a se espremer nas janelas. Calçadas apinhadas.
Ápice da festa: A Santa. Vejam a Santa, capricharam, está cheia de margaridas. Fiéis caminham a cantar. A seguir, missa campal. Finda, a banda encerra. Beleza de música sacra.
Chega a parte mundana, as barracas se enchem. Uns bebem. Uns amam laça-laça.
Ajuda para a igreja! Gritam. Distribuem as cartelas. A cabra de Mere vai ser bingada. Juju, de Edi, a felizarda.
Caminha a festa. Um disse me disse daqueles: Vê lá! É Marieta, filha da Creuza, está casada, ficasse aqui casava nada. Falada, amava ficar em linha reta. Hum! A filha de Adelaide, radialista. As demais, mestras. Bestas.
E, assim, a madrugada passava, a massa num ti ti ti cruel. Ah!, Quase esqueci de falar na festa dançante, tem clube na vila. O paquera grasso estava feliz, dançavam a valer.
Apareceu a claridade. Muita gente ainda a tagarelar na praça. À tarde, bater de talheres em Taquritinga, de preferência filé. Sai um filé à parmegiana!. Gritam. De repente um bate que bate, a carne amaciada.
Laurita, feliz da vida degustava, maluca para chegar em casa e explanar as atualidades.
Certa vez subiu numa bicicleta. Pertences na cintura saiu a pedalar até Gravatá de Ibiapina para participar da festa da Santa. Na vila se surpreendeu. Primeira atitude para evitar larapiagem: guardar a bike num bar. Livre, viu a cidadela embandeirada a rir, parecia dizer: chegue, venha! A igreja um deslumbre, a frente cheia de lâmpadas. À tarde vai ficar bela acesa. Barracas de prendas, bebidas e acepipes. Eita, tem maçã caramelada...
As casas enfeitadas, saias e blusas abertas a esperar visitas.
Escutem, um badalar e uma salva. A banda de música passa.
A cidadela incha. Gente das fazendas e cidades vizinhas, gente da terra que vêm para reverenciar a Santa.
A massa engalanada a passear, a se espremer nas janelas. Calçadas apinhadas.
Ápice da festa: A Santa. Vejam a Santa, capricharam, está cheia de margaridas. Fiéis caminham a cantar. A seguir, missa campal. Finda, a banda encerra. Beleza de música sacra.
Chega a parte mundana, as barracas se enchem. Uns bebem. Uns amam laça-laça.
Ajuda para a igreja! Gritam. Distribuem as cartelas. A cabra de Mere vai ser bingada. Juju, de Edi, a felizarda.
Caminha a festa. Um disse me disse daqueles: Vê lá! É Marieta, filha da Creuza, está casada, ficasse aqui casava nada. Falada, amava ficar em linha reta. Hum! A filha de Adelaide, radialista. As demais, mestras. Bestas.
E, assim, a madrugada passava, a massa num ti ti ti cruel. Ah!, Quase esqueci de falar na festa dançante, tem clube na vila. O paquera grasso estava feliz, dançavam a valer.
Apareceu a claridade. Muita gente ainda a tagarelar na praça. À tarde, bater de talheres em Taquritinga, de preferência filé. Sai um filé à parmegiana!. Gritam. De repente um bate que bate, a carne amaciada.
Laurita, feliz da vida degustava, maluca para chegar em casa e explanar as atualidades.
Zélia Monte Bezerra
Nenhum comentário:
Postar um comentário