Um dia Léo teve uma experiência muito estranha; feliz mesmo. Foi assim:
Ele tinha pouco menos de 7 anos.Foi por ocasião do aniversário de um amigo de escola, (” qual era mesmo o nome dele?Já faz tanto tempo...”)Em meio aos diversos brindes que vinham dentro das caixinhas de lembranças, como era costume oferecer à criançada, havia uma doce, o qual jamais tinha visto. Sua aparência era de uma borracha molinha, recoberta de um farelinho, parecendo coco ralado; macio ao apalpar.
No primeiro momento, desconfiado, pensou em uma lesma. Claro, nunca comera esse molusco, mas tudo fazia crer na semelhança.
O menino pensou: “Lógico que ninguém colocaria uma lesma nos confeitos de lembrança’
Muito desconfiado, pegou o doce, cheirou, apalpou. Fechou os olhos e deu uma lambidinha, de raspão No primeiro momento, a sensação foi prazerosa. Encorajou-se e com a pontinha dos dentes, mordeu um pequeno pedaço.
Que agradável surpresa! Aquela coisa esquisita era muito gostosa!
Então pediu mais uma e mais outra. Desse dia em diante, em todos os aniversários a que comparecia, ficava sempre na expectativa de encontrar Maria- Mole, como ficou sabendo ser o nome desta delícia.
No seu próprio aniversário, fez questão que o bolo, com sete velinhas plantadas, fosse feita desse doce, que passou a ser o seu preferido.
Atualmente, na meia idade, recorda-se desta sua descoberta. Os amigos da época ficaram no passado, porém a Maria -Mole está sempre presente na sua recordação.
Cléa Muller
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