Veja como o Jardim Literário está vicejante.

Só falta você.

Florido e encantador, nasce o Jardim Literário, prometendo transformar-se numa praça, onde as borboletas virão se alimentar do néctar das flores. Na certeza de que os jardineiros irão sempre fertilizá-lo, a cada dia teremos botões desabrochando e muitas rosas farão este jardim ficar mais poético e inspirador.

Agradecemos a todos que deram início a esta jardinagem e convidamos você para fazer parte deste jardim.

Todas as quintas-feiras, das 8h às 10h, na Rua dos Prazeres, 248, Ilha do leite (próximo a Praça Miguel de Cervantes)

Contato: 81-9971.9354 /3222.0894

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um qualquer - Zélia Monte Bezerra


(Texto escrito sem a letra A)

Se espreguiçou, se vestiu e foi sem rumo mesmo, botou o pé no mundo.Percorreu becos e becos.Sol quente, os miolos derretendo. Fincou-se, comeu e continuou o caminho. Os pés doendo, chinelo velho, um ploct ploct medonho.
Pensou: meu Deus, perdi emprego, mulher... Resmungou, que sorte viu? Porém foi em frente, sempre refletindo.
De repente viu um Fuzuê, longe... Observou e quis ver de perto. Nem
precisou! Logo mulheres, jovens e meninos correndo em gritos: Olhem, é Ele, é Ele!
Tirou o boné, espiou suspeitoso, ninguém. Consultou seus botões: é comigo mesmo.
Lembrou-se que, menino vivente em Penedo, ouviu os tios discutindo:
Esse? Esse é bonito mesmo! Olvidou.
Com o correr do tempo reformou, como dizem, tomou corpo. Tornou-se um tipo de encher os olhos.
Brecou e esperou. Se viu num cerco. O convencer ouvido: "um circense muito conhecido e bonito, em vestes pobres, pernoitou pelos becos conhecendo os terrenos".
Rick, brasileiríssimo, nem se fez de rogado. Espigou-se, esqueceu desilusões, desemprego e contribuiu com o querer iludir-se dos pobres.
Sorriu e deixou-se ser comido com enlevo.

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