Veja como o Jardim Literário está vicejante.

Só falta você.

Florido e encantador, nasce o Jardim Literário, prometendo transformar-se numa praça, onde as borboletas virão se alimentar do néctar das flores. Na certeza de que os jardineiros irão sempre fertilizá-lo, a cada dia teremos botões desabrochando e muitas rosas farão este jardim ficar mais poético e inspirador.

Agradecemos a todos que deram início a esta jardinagem e convidamos você para fazer parte deste jardim.

Todas as quintas-feiras, das 8h às 10h, na Rua dos Prazeres, 248, Ilha do leite (próximo a Praça Miguel de Cervantes)

Contato: 81-9971.9354 /3222.0894

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domingo, 6 de dezembro de 2009

NADA A IMAGINAÇÃO - Maria José Klimsa


mariaklimsa@yahoo.com.br

Nada deveria impedir o voo da imaginação. Nem mesmo quando o bloqueio empurrou a sensibilidade e esta se assentou no banco dos vadios, sem destino.
Nada consegue igualar-se à velocidade com que a imaginação se arremessa no espaço infinito do pensamento e aí constrói, edifica ou se desmancha.
Nada, absolutamente nada, tem mais poder no terreno onde a imaginação se faz rainha. Nada cresce ou se reduz de forma tão rápida quanto a sua massa volátil. O mundo mágico a que ela conduz é capaz de criar monstros de força, edifícios de beleza, campos de felicidade. Consegue aniquilar capacidades, reduzir condições, anular valores.
Nada se compara ao desatino da imaginação, por alguém considerada “a louca da casa”. Ela é condição para que o artista exista e seja o gestador do seu mundo de fantasia. Escrever, por vezes, é um ato de loucura ou, antes, uma forma de evitá-la, um sair do seu nada.
Nada como a palavra que, esperneando no campo imaginativo, tudo arrasta. Ela vai sempre no lugar de algo que fica no emaranhado do inconsciente. E permanece na imaginação de algo que vai, qual teleférico de mensagens.
Maria José Klimsa

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